Ponto de Equilíbrio Financeiro para empresas

Ponto de Equilíbrio Financeiro: Veja como implementar no seu negócio

Um planejamento bem feito é a fronteira que divide o sucesso do fracasso para uma empresa, principalmente, quando falamos de finanças. Fechar o mês no vermelho é o pesadelo de muitos empresários, em especial quando não há uma boa gestão. O bom gestor é aquele que consegue manter sua empresa financeiramente saudável mesmo em momentos adversos. No entanto, essa condição pode ser muito difícil para aqueles que não estão preparados. 

Desta forma, neste artigo iremos abordar sobre o Ponto de Equilíbrio Financeiro (PEF). O PEF é um indicador essencial para obter êxito no seu negócio, pois fornece aos gestores informações sobre a viabilidade do seu negócio e, como o nome indica, o momento do equilíbrio financeiro. 

Assim, falaremos mais sobre:

  • O que é o Ponto de Equilíbrio Financeiro?
  • Como calcular o Ponto de Equilíbrio Financeiro? 
  • Como implantar o Ponto de Equilíbrio Financeiro no seu negócio 

O que é o Ponto de Equilíbrio Financeiro?

Também conhecido como Ponto de Equilíbrio de Caixa, ou pelo seu equivalente em inglês, Break Even Point. O ponto de equilíbrio financeiro (PEF) possui um significado claro e direto: é o momento em que o faturamento mínimo é o suficiente para cobrir as despesas da organização. Ou seja,  igualdade financeira. 

Caso o faturamento não atinja o PEF, a empresa apresentará prejuízo financeiro. Caso o faturamento for superior ao PEF, a empresa obtém lucro. Logo, o PEF é também um indicador indireto do ponto mínimo para a geração de lucro. 


Como comentamos anteriormente, o PEF é um indicador da saúde financeira da sua empresa. Logo, se o valor de PEF for elevado, uma empresa precisará de um montante maior do faturamento para pagar os custos essenciais, o que pode trazer prejuízos principalmente em momentos de crises. Com isso, o resultado do PEF possui uma ampla aplicação na tomada de decisões na organização, tais como: 

  1. Viabilidade: O PEF pode ser aplicado ainda antes da abertura no negócio, e assim, demonstrando previamente a viabilidade do projeto.
  2. Determinação de preços: A partir do conhecimento do faturamento mínimo para igualdade financeira, o gestor poderá precificar seu produto de forma mais assertiva.
  3. Redução de custos: Este ponto é uma consequência dos anteriores, caso o PEF esteja alto, os gestores podem realizar uma análise para redução dos custos fixos ou variáveis. 

Neste sentido, com o PEF, os gestores adquirem maior aptidão para identificar se o rumo atual do negócio será o necessário para a geração de lucro, ou se resultará no prejuízo. Desta forma, possibilita que a empresa realize um planejamento orçamentário adequado, bem como, permite que ações para aumentar o faturamento e/ou a redução de custos sejam tomadas com antecedência.  

Como calcular o Ponto de Equilíbrio Financeiro?

Agora que você compreendeu o que é o PEF e sua importância para a saúde financeira do seu negócio, vamos conhecer como aplicar esse indicador na sua empresa. O cálculo do PEF é simples, a sua fórmula está indicada abaixo: 

PEF = Gastos fixos / Margem de contribuição 

Primeiramente, precisamos compreender quais são as variáveis importantes neste cálculo. 

Os gastos fixos mensais são compostos pelas despesas que a empresa possui mensalmente, independente da demanda. Desta forma, são os gastos de manutenção da empresa, como os impostos, contas de eletricidade e água, salário dos funcionários e aluguel. 

O gestor deve atentar que o PEF foca no faturamento de caixa. Portanto, valores relacionados a gastos não desembolsáveis devem ser excluídos dos gastos fixos, entre eles, podemos citar a amortização e depreciação. Isso acontece pois, embora estes fatores estejam relacionados com a diminuição do lucro, não são resultados de saída de caixa. 

  • Margem de contribuição 

Enquanto os gastos fixos dizem respeito a manutenção da empresa, a margem de contribuição está relacionada com o produto. Isso porque, a margem de contribuição indica quanto do valor do produto irá contribuir para o pagamento das despesas fixas e gerar lucro. 

Esse valor é o resultado da diminuição do preço de venda do produto da soma dos custos e despesas variáveis, que são aquelas relacionadas à demanda.

Embora possam parecer sinônimos, custos e despesas possuem significados diferentes. Os custos estão relacionados aos gastos da obtenção do produto final, enquanto as despesas estão relacionadas aos gastos variáveis da empresa. Assim, a margem de contribuição será calculada como descrito abaixo: 

Margem de contribuição = Valor das vendas – (Custos variáveis + Despesas variáveis)

Desta forma, o preço do produto deve ser necessário para pagar tanto os custos de sua produção como da manutenção da empresa, e ainda gerar lucro. 

Retornando ao cálculo do PEF, vamos pegar o exemplo do seguinte cenário hipotético: Uma empresa de sapatos apresenta um gasto fixo mensal de R$20.000. Cada par de sapato possui um custo unitário de 50 reais e são vendidos a 100 reais. Logo: 

Margem de contribuição =  100 – 50 = 50 reais, ou 50% do preço de venda.

O PEF pode ser calculado com o objetivo de identificar a quantidade de produtos ou o valor que atinge o ponto de equilíbrio. No primeiro caso, basta utilizar a margem de contribuição como o valor: 

PEF = R$ 20.000 / R$ 50  = 400 sapatos 

No segundo caso, utilizamos a margem de contribuição como porcentagem:

PEF = R$ 20.000 / 50 % = R$ 40.000 

Então, nossa sapataria precisa vender 400 sapatos por mês (ou um faturamento de R$ 40.000) para atingir o ponto de equilíbrio financeiro. É importante ressaltar que esses valores são os mínimos para a empresa cobrir seus custos, o que for obtido acima disso será o seu lucro. 

Conclusão

O PEF é um indicador fundamental para o controle financeiro de uma empresa. A partir do PEF os gestores são capazes de não apenas saber o momento de equilíbrio financeiro, e quando o lucro será gerado, mas também permite uma visão do impacto dos gastos no lucro da empresa.  

O ponto de equilíbrio financeiro fornece dados imprescindíveis para os gestores, mas outras análises financeiras complementares como o ponto de equilíbrio contábil e o ponto de equilíbrio econômico, podem auxiliar ainda mais a controlar a saúde financeira da organização. 

Portanto, se você quer que sua empresa tenha uma boa saúde financeira, este é o momento de utilizar o PEF!

John Doe

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