Lições de marketing para aprender com o BBB

3 lições de marketing para aprender com marcas que estão no BBB

Quando se aproxima o BBB, uma multidão começa a especular sobre os participantes, principalmente depois que famosos passaram a participar do game. Na área business, meses antes da estreia da edição, começa o burburinho sobre os investimentos de comunicação que grandes marcas estão dispostas a fazer na atração. Quando começa o programa, para “entrar na onda”, milhares de marcas pelo Brasil começam a pensar sobre que estratégias de marketing podem aplicar inspirada no reality (e nas ativações de marcas dentro da casa).

Neste texto você vai:

  • Relembrar exemplos de ações de marketing no BBB;
  • Conhecer pontos que merecem atenção na hora de planejar as ações de marketing da sua empresa;
  • Ver 3 lições de marketing que devem ser aplicadas pelos negócios.

Investir em anúncios no BBB é para poucos. Segundo o Observatório da TV, as cotas de patrocínio para a edição 22 do programa chegaram a R$ 91,9 milhões. Isso não impede que marcas com orçamento mais limitado pratiquem o marketing de oportunidade e impulsionem suas ações, sempre com muito cuidado no que diz respeito aos direitos de propriedade intelectual.

Como se trata de uma marca registrada, empresas não patrocinadoras não podem se vincular diretamente à atração – e ninguém quer receber notificação extrajudicial ou judicial por conta disso. Mas que lições de marketing/comunicação sua marca pode aprender com as que participam do programa? Separamos 3!

SUA COMUNICAÇÃO DEVE ESTAR INSERIDA EM UM CONTEXTO

A publicidade vende histórias, então as ações de promoção da marca precisam “criar o cenário” para a apresentação do produto, fazer o target se identificar com o que é exibido e perceber a necessidade de adquirir o bem ou serviço. Porém, por estar cada vez mais informado e ter mais opções à disposição no mercado, o público (potencial cliente) aumentou o nível de exigência e mudou a forma de se relacionar com as marcas. Por esses motivos, suas ações de marketing devem sempre considerar o contexto em que o cliente está inserido, evitando comunicações invasivas ou que forcem situações. Consistência é a palavra-chave. No caso do programa da Globo, dois bons exemplos podem ser citados: Americanas (Mercado) e PicPay.

Como você provavelmente sabe, há uma moeda utilizada na casa para que os participantes possam comprar produtos que necessitam, como os itens de alimentação. Nada mais criativo e estratégico, então, a plataforma de pagamentos PicPay comprar uma super cota de patrocínio que o permita ser o único meio de pagamento dentro do programa. O mesmo vale para a Americanas, que é o “mercado oficial” da casa.

Ambas as marcas ganham relevância para a história que está sendo contada, pois são apresentadas no cotidiano dos participantes. Além disso, têm uma enorme exposição da marca. Lembrando que tudo isso acontece em diferentes mídias, de modo integrado.

AGIR DE FORMA INTEGRADA

Apesar de o Big Brother ter nascido como um produto televisivo, ele é cada vez mais multiplataforma. Você pode acompanhar o programa por diferentes plataformas conectadas. Além disso, os que acompanham o programa com mais intensidade estão sempre comentando no Twitter, no Instagram, em blogs etc. Isso faz com que o programa impacte pessoas em todos os lugares, mesmo as que não o acompanham diretamente.

Para as marcas, esse impacto também é múltiplo e deve considerar as diferentes experiências e jornadas do cliente. A comunicação deve ser uma só, mas não apenas nas mídias digitais. No ponto de venda físico também!

Sua empresa, independente do porte, deve ter o mesmo compromisso! Ao inseri-la no mundo digital para se promover e gerar novos negócios, deve-se ter atenção ao que é prometido e às expectativas criadas. Uma lanchonete que tem como diferencial o preparo rápido de sanduíches no ponto físico, por exemplo, ao ingressar em plataformas de pedido como o iFood, precisa manter uma promessa semelhante, de entrega rápida. Dessa forma, a agilidade permanece como o diferencial da marca.

No reality da emissora carioca, a Americanas.com, que desejava vender o atributo de entrega rápida dos pedidos (em até 2 horas), fazia ações, como provas de liderança, que ativavam a ideia de velocidade na mente do público.

ENVOLVA O PÚBLICO E SE REINVENTE

Atualmente, é quase impossível ou inviável deixar o negócio fora do mundo digital. Se sua marca não está na internet, é possível que estejam falando sobre ela e você nem sabe. Ingressar nessa mídia e se apropriar das potencialidades oferecidas por ela requer adaptação às suas dinâmicas de funcionamento e às formas de relacionamentos adotadas pelas pessoas nesse ambiente.

Por mais tradicional que a empresa seja, por exemplo, ela precisa empregar certo grau humorístico em algum momento – e com muito cuidado para não distorcer a identidade da marca. A comunicação empresarial/mercadológica no digital deve se aproximar da comunicação estabelecida pelos humanos. Como já antecipara, em 1999, David Weinberger, em Cluetrain Manifesto, que elenca 95 teses sobre o mercado conectado:

“Empresas precisam adquirir senso de humor. Senso de humor envolve humildade, honestidade, valores e ponto de vista”.

É preciso, então, pensar em como envolver os clientes e potenciais clientes da empresa e também buscar formas de se reinventar na comunicação e até nos modelos de negócio.

Na edição de 2020 do Big Brother, a participante e influenciadora Bianca Andrade, conhecida como Boca Rosa, usava produtos de uma marca patrocinadora do programa à época (Avon), mas também sua própria linha de produtos de maquiagem. Naquele ano, ao ser filmada chorando e com a maquiagem intacta, milhares de usuários geraram conteúdo comentando sobre a resistência do produto. Com o público se envolvendo com o produto, a marca de Bianca faturou mais de 120 milhões só em 2020.

Não esqueça de sempre buscar entender seu público. Ele é a principal fonte de informação para o seu negócio.

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